Superliga Feminina

  • Crédito: FIVB

    Seleção feminina da Rio 2016: veteranas protestam contra novo ranking.

Novo ranking gera confusão

Atletas com mais pontuação reclamam que não vão conseguir bons contratos com mudança de regra
Por: Redação - 20/03/2017 18:51:31
817 visualizações

As nove jogadoras que estão no topo do novo ranking da CBV (Confederação Brasileira de Voleibol), definido na semana passada, divulgaram abaixo-assinado em que protestam contra a decisão da confederação de limitar a contratação a duas atletas por equipe, a partir da temporada 2017/2018 da Superliga feminina. A nota, que é dura, crítica a restrição imposta às atletas, afirmando que elas serão prejudicadas financeiramente e que também será afetada a qualidade técnica da competição.

Assinaram o abaixo-assinado eletrônico, que está na internet para captar 100 mil assinaturas de protesto, as atletas Thaísa, Sheilla, Dani Lins, Fernanda Garay, Fabiana, Jaqueline, Natália, Gabi e Tandara. Selecionáveis, elas queriam liberdade para escolher as equipes em que poderão a vir atuar, seguindo a lei do mercado. “As limitações (...) são inconstitucionais, tendo em vista que impõem restrições à liberdade de trabalho das atletas, ao direito de escolha de cada uma, ao livre mercado e força a redução dos salários”, diz trecho da nota das atletas.

Segundo as novas regras, que alteram as que vigoravam desde a temporada 1992/1993, os clubes estão limitados a contratar apenas duas jogadoras com 7 pontos por time, além de duas estrangeiras por equipe. A medida será testada no campeonato 2017/2018. Caso aprovada pelos clubes, será mantida na temporada seguinte. A decisão ocorreu em reunião da “comissão de atletas” da CBV com dirigentes dos clubes, que aconteceu na semana passada. “O ranking sempre criou problemas às atletas”, acusa a nota anexada ao abaixo-assinado.

A mudança também define que não haverá restrições para jogadoras com pontuação entre zero e seis. Votaram pelas mudanças as seguintes equipes: Vôlei Nestlé, Dentil Praia Clube, Fluminense, Rexona-SESC, Camponesa Minas, Genter Bauru, Pinheiros e São Cristóvão Saúde/São Caetano. Segundo fonte ouvida pelo Amo Voleibol, a medida tem a intenção de acelerar a renovação do voleibol brasileiro, já que, das 9 atletas do topo do ranking poucas chegarão em Tóquio 2020.


O próprio técnico da seleção, José Roberto Guimarães, já insinuou que a renovação será grande para o novo ciclo olímpico que começa com a disputa do Grand Prix desta temporada. Em nota, a CBV lavou as mãos. Disse quer foi uma decisão dos clubes em consenso com a comissão de atletas, a qual, teoricamente, representa o interesse de jogadores e jogadoras. A tendência é que o mesmo procedimento seja tomado para a Superliga masculina.

Compartilhe



Veja também...

    Deixe um comentário

    Seu e-mail não será publicado. Campos Obrigatórios *

    Publicidade
    Publicidade
    Publicidade