Liga das Nações - Masculino

  • Crédito: FIVB

    Renan Dal Zotto: processo de renovação, mas sem perder o foco nas conquistas.

Renan pronto para o desafio

Técnico encara Final Six e demonstra tranqüilidade diante da pressão e do peso de comandar o Brasil
Por: João Texeira e Altair Santos, de Curitiba - 04/07/2017 07:47:03

O técnico Renan Dal Zotto, 56 anos, começa a encarar nesta terça-feira seu desafio mais contundente à frente da seleção brasileira masculina, desde que foi escolhido pela CBV (Confederação Brasileira de Voleibol) para substituir Bernardinho. Ele estará no comando do Brasil disputando a Final Six- fase final da Liga Mundial 2017. O evento acontece em Curitiba-PR, em um estádio de futebol, e a seleção, não poderia ser diferente, é a favorita.

Sem vencer o título de Liga Mundial desde 2010, o Brasil entra em quadra às 15h (horário de Brasília), enfrentando o Canadá. Renan avalia que se trata de um adversário perigoso, que explora muita os contra-ataques, e sabe o peso da estreia. Porém, usa sua experiência no voleibol para manter a tranqüilidade. E essa experiência já tem mais de 40 anos. “Comecei jogando voleibol com 11 anos. Sinto-me primeiramente honrado, e confortável pela carreira que construí, mas também consciente da responsabilidade que é dirigir a seleção”, diz.

Ídolo da geração de prata, Renan avalia que toda a bagagem que trás é salutar, mas sabe que o trabalho não termina na Liga Mundial. A meta é Tóquio 2020. "Pressão vai existir sempre. O esporte é momento e precisamos construir algo. Nosso ideal é esse. A experiência vivida lá atrás ajuda, e é assim também nas outras seleções, que têm ex-atletas como treinadores. Mas não assumi impondo a condição de que quero ir até Tóquio. O objetivo, óbvio, é trabalhar forte para obter conquistas, mas com um olhar na renovação”, afirma.

E a renovação já começou, e tende a se consolidar, como revela o próprio Renan. “A renovação vai se aprofundar. No atual elenco tem jogadores que são fundamentais até o mundial e há outros com perspectivas interessantes até as olimpíadas de 2020. Mas há outros que estão surgindo e, com muita tranqüilidade e coerência, temos que dar espaço aos mais novos. Do time que tenho aqui na Liga Mundial, sete estavam nas olimpíadas (Rio 2016) e sete não. O projeto é muito sólido e a filosofia é a mesma implantada há anos na CBV”, comenta.

Sobre o grupo que irá enfrentar na primeira fase do Final Six, Renan mostra que os adversários estão muito bem estudados. “Todas as seleções são muito fortes. O Canadá é muito consistente taticamente e o contra-ataque é uma arma. Já o jogo da Rússia é focado na força. Mas o Brasil está pronto para encará-los”, assegura.

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