Olimpíadas

  • Crédito: CBV

    Thaísa (à direita) bloqueia adversária durante Superliga feminina.
  • Crédito: CBV

    Aos 28 anos, carioca Thaísa quer o tricampeonato olímpico para o Brasil.

Thaísa retorna à seleção feminina

Aos 28 anos, central supera problemas físicos e mira tricampeonato olímpico
Por: Redação - 11/04/2016 16:19:32
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Apesar de o técnico José Roberto Guimarães que não existem titulares absolutas no elenco da seleção feminina, pela trajetória consolidada ao longo dos anos com a camisa verde e amarela e o nível de voleibol, se saudáveis algumas atletas são nome certo para os Jogos Olímpicos do Rio 2016. Um deles é o da central Thaísa, atleta do Nestlé Vôlei e que pelo sonho do tricampeonato olímpico passou boa parte da última temporada longe das quadras.

Em junho de 2015 a carioca se submeteu a um procedimento nos dois joelhos, por conta de lesões nos tendões patelares. Apesar de o medo em operar em um ano pré-olímpico, Thaísa intensificou sua preparação e cinco meses depois já estava de volta à ativa. Semana passada veio a recompensa pelo longo período de recuperação: a convocação para a seleção brasileira.

“Estou muito feliz por estar bem e conseguir voltar à seleção neste ano tão importante. Com meus "joelhos novos" eu não preciso mais tomar remédios contra dor. Eu me cobro muito, muito, e a minha busca é incansável por estar sempre melhor. E estou até melhor agora do que antes. Estou sempre malhando, tentando evoluir”, afirmou Thaísa, em entrevista ao site globoesporte.com.

A última vez da central na seleção feminina havia sido no Mundial de 2014, quando a equipe conquistou a medalha de bronze. Bicampeã olímpica e considerada titular absoluta da posição, ao lado de Fabiana, a jogadora acredita que vive um dos melhores momentos na carreira. Thaísa revela estar no auge da forma física, com seis quilos a menos da época em que obteve seu segundo ouro olímpico, em Londres 2012.

“São oito anos de Pequim 2008, quando ganhamos o primeiro ouro, para cá. São três ciclos olímpicos. Mesmo voltando de cirurgia, estou até melhor do que em Londres. Em Londres, eu estava mais cheinha. Eu estava forte, mas tinha mais gordura no corpo e dava para perceber. Eu estava bochechudinha. Eu me apresentei com 84kg, estava bem mais pesada. Hoje, estou com 78kg, bem melhor fisicamente. Isso faz diferença para jogar”, celebra Thaísa.

Mesmo com o nome na lista das convocadas para o Grand Prix 2016 e, possivelmente, no time ideal do técnico José Roberto Guimarães para a Rio 2016, a jogadora mantém os pés no chão e garante que a briga pelas três centrais que farão parte do grupo olímpico está em aberto.

“Nenhuma vez que fui para a seleção, desde 2006, eu pensei que eu teria cadeira cativa, e nem tive mesmo, em nenhum momento. Eu e a Fabi nunca pensamos que estávamos garantidas. Pelo contrário, a gente está sempre se ajudando e tentando melhorar. A gente sempre conversa com as outras centrais para tentar evoluir. A briga é entre Thaísa, Fabiana, Juciely, Carol e Adenízia. Entre essas cinco, precisa sair três. Vai ficar difícil para o Zé, porque se depender de mim, eu vou correr muito atrás para estar entre as 12, e as outras também. Aí ele vai escolher quem estiver melhor. Quem vai decidir é o chefe”, finaliza Thaísa.

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