Campeonato Mundial - Feminino

  • Crédito: FIVB

    Técnico José Roberto Guimarães viu sua estratégia ruir, por conta das lesões de jogadoras-chaves.

Só milagre leva Brasil à Final Six

Seleção terá que ganhar por 3 a 0 do Japão e torcer por derrota acachapante da Holanda para a Sérvia
Por: Redação - 10/10/2018 10:40:37
4.103 visualizações

A seleção brasileira feminina está praticamente eliminada da Final Six do mundial que acontece no Japão. Com chances matemáticas mínimas de classificação, entrará em quadra nesta quinta-feira, às 7h20 (horário de Brasília), para enfrentar as anfitriãs japonesas, precisando de um milagre.

O Brasil vai precisar de uma vitória por 3 a 0 contra o Japão e também que a Holanda perca por 3 a 0, e ainda com sets elásticos a favor da Sérvia, para tentar sonhar com a vaga. A eliminação é a realidade que está mais próxima da equipe do técnico José Roberto Guimarães.

Na madrugada desta quarta-feira, pelo horário de Brasília, a vitória por 3 a 2 contra a Holanda (21-25, 25-18, 25-27, 25-19, 15-7) ajudou a seleção a selar sua desclassificação, combinada com a vitória do Japão por 3 a 1 sobre a Sérvia (15-25, 25-23, 25-23, 25-23).

Óbvio que não foi apenas essa partida. A derrota para a Alemanha, por 3 a 2, depois de estar ganhando por 2 a 0, também foi crucial. Some-se a isso, a série de problemas de lesões enfrentadas pelo Brasil ao longo de sua preparação.

A ponteira Natália e a central Thaísa, por exemplo, praticamente não atuaram no mundial. Foram meras coadjuvantes, quando a aposta do técnico era de que poderiam protagonizar.

Idem para a levantadora Dani Lins, que na segunda fase praticamente virou reserva de Roberta. Tem ainda o fato de que a central Bia atuou com uma lesão no ombro direito e que Fernanda Garay também não chegou no mundial no auge de sua performance.

A aposta de José Roberto Guimarães de dar experiência ao elenco resultou em uma estratégia errada, haja vista que investiu em um grupo de jogadoras machucadas.

O choro de Tandara após a vitória contra a Holanda, apesar de ter sido a principal pontuadora da partida, com 28 acertos, revela o clima na seleção.

A oposta, que também teve que se recuperar de uma lesão de ombro na fase de preparação, demonstrou se sentir impotente diante da falta de opções da seleção, que deixa o mundial com sua pior campanha desde os torneios disputados em 1990 e 2002, quando terminou na 7ª colocação.

A Final Six, fase que reúne as seis principais seleções do mundial, tende a ter Itália, China, Estados Unidos, Sérvia, Holanda e Japão. As equipes serão divididas em dois grupos e as duas melhores de cada chave avançam para as semifinais. Quem vencer os duelos da semi se garante na decisão do próximo dia 20.

Brasil
Roberta, Tandara, Drussyla, Gabi, Adenízia e Suelen (líbero)
Entraram: Bia, Dani Lins, Natália, Fê Garay, Carol, Thaisa,
Técnico: José Roberto Guimarães
Holanda
Dijkema, Sloejtes, Maret, Anne, Belien e Knip (líbero)
Entraram: Lohuis, Plak, Britt, Jasper, Shoot e Oude
Técnico: Jamie Morrison

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3 Comentários

  1. Roberto GayosoDiz:

    Sim, exatamente. O Brasil tem que ganhar de 3 x 0 do Japão para obter a classificação, porém em decorrência da instabilidade atual da equipe não será fácil. É esperar pelo (quase) milagre!

  2. Danilo FenoDiz:

    acho que você tá viajando hein??? hahahahah

  3. GustavoDiz:

    A matéria esta equivocada, o Brasil precisa apenas ganhar de 3×0 e vai pro ponto average que é superior tanto ao do Japão quanto da Holando, ou seja depende apenas de si mesmo...

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