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  • Crédito: Marcelo Piu/SESC

    Rexona-SESC: time deve perder principal patrocinador em 2018.

Gigantes do vôlei ameaçam sair

Crise faz marcas reavaliarem suas posições no marketing esportivo, á espera de melhoras em 2018
Por: Redação - 14/03/2017 19:23:55

A notícia - ainda não confirmada pela Unilever - de que a marca fantasia Rexona deixará o voleibol em 2018, deixando o time sob a responsabilidade única do SESC, agitou o esporte nesta terça-feira. O motivo da saída é um só: a crise econômica brasileira, que dificilmente será superada em 2017. Agora, o temor é que outros gigantes, que investem alguns milhões no voleibol, também resolvam sair.

Na Superliga feminina, sabe-se que, com exceção de Rexona-SESC e Vôlei Nestlé, boa parte anda de pires nas mãos. Apenas os que têm estrutura de clube, como Praia Clube, em Uberlândia-MG, e Minas Tênis, em Belo Horizonte-MG, conseguem competir de igual para igual. Mesmo assim, precisam de patrocínio – leia-se Dentil e Camponesa. Pinheiros e Fluminense, com investimentos menores, conseguem se bancar sozinhos.

Até os que representam entidades de classe estão passando sufoco. O time feminino do SESI-SP é um exemplo. Vai disputar o “torneio da morte” e se for rebaixado dificilmente volta. Idem para os financiados por organismos de governo, como o Terracap/ BRB/Brasília, que, apesar de estar nos playoffs, vem enxugando ao máximo para manter um time competitivo.

Na Superliga feminina, assim como na Superliga masculina, tem aqueles com orçamento pequeno, e menos ambiciosos, mas que se equilibram. Genter Bauru, Rio do Sul e São Cristóvão Saúde/São Caetano são os melhores exemplos. A história se repete no masculino com Minas Tênis, os gaúchos Lebes Gedore Canoas e Bento Isabela, Montes Claros e Copel Telecom Maringá.

O que muda no masculino, em relação ao feminino, é que as potências não têm corporações multinacionais por trás – exceto o Brasil Kirin, cuja venda da Kirin para Heineken também coloca o time em situação de incertezas para o futuro. O melhor time, o Sada Cruzeiro, tem a estrutura de um clube apoiado por um patrocinador - a transportadora Sada. Já a FUNVIC Taubaté conta com o apoio da universidade de Taubaté, enquanto o SESI-SP tem o apoio da entidade de classe. Na crise, quem pode mais, chora menos.

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